27 dezembro 2010

Sacolas plásticas: reciclando costumes

Desde a sua invenção, em 1909, o plástico tornou-se um dos produtos mais consumidos pela humanidade e, devido à alta durabilidade e aos problemas relacionados à disposição final dos resíduos gerados, passou a ser um dos principais desafios ambientais da atualidade. Por serem comumente utilizadas, as sacolas tornaram-se o principal símbolo do consumo excessivo de plástico. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 1,5 milhão delas são distribuídas por hora no Brasil.

Com um período de degradação estimado em mais de 400 anos, são inúmeros os prejuízos causados pela disposição inadequada destes materiais, como o entupimento de bueiros –, agravando situações de enxurradas –, ou a mortandade de animais aquáticos.

Quando utilizadas para armazenamento do lixo doméstico, as sacolas diminuem a vida útil de aterros sanitários pois, juntamente com outros tipos de plástico, criam mantas de impermeabilização que prejudicam a decomposição de diversos materiais.

Em Blumenau, a audiência pública realizada para discutir a substituição das sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais da cidade teve apoio de diversos setores da sociedade, o que não vai acabar com o consumo de petróleo e salvar o planeta, mas sem dúvida representará um grande avanço, mostrando ao consumidor que existem alternativas ambientalmente viáveis a serem utilizadas sem prejudicar os costumes diários, gerando assim uma cultura ecológica.

Os possíveis substitutos das tradicionais sacolas vão desde as bolsas ecológicas até sacolas biodegradáveis, produzidas com recursos renováveis e cuja disposição não agride o meio natural.

Cabe agora ao poder público e à sociedade agirem de maneira conjunta em prol de iniciativas como esta, pensando globalmente e agindo localmente, em favor de um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Artigo publicado no Jornal de Santa Catarina em 26/11/2010.

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