27 dezembro 2010

Educação corporativa

Recentemente o Santa passou a publicar a seção “O X da educação”, demonstrando os principais triunfos e dificuldades do sistema educacional brasileiro. Não é novidade que a educação no país enfrenta sérios problemas estruturais e de valorização e qualificação profissional. Os investimentos feitos visam a corrigir falhas evidentes, porém faz-se necessário criar uma política para reestruturação do ensino.

Infelizmente vivemos ainda uma ditadura social, onde o fruto do estudo não são cabeças pensantes, apenas tendenciosas. A indústria brasileira necessita de mão-de-obra qualificada, profissionais capazes de liderar e assumir responsabilidades. No entanto, no processo educacional somos estimulados justamente ao contrário.

A educação ainda vive uma fase retrógrada, onde até nas universidades os futuros professores são educados de maneira tradicional e monótona. Estudantes permanecem sentados em sala, de costas uns para os outros, virados para um professor, posicionamento que estimula o pensamento individual e a competição, treinando-os para ouvir alguém superior.

Educar é dinamizar o ensino, procurando direcionar a vontade do estudante para o aprendizado, não o obrigar a decorar conceitos. Por que não sentar em círculo e estimular o contato visual e a exposição de ideias? Descentralizar o conhecimento, colocar o professor também como aprendiz, atuando como um mediador de ideias, afinal diariamente todos aprendemos algo.

Existem profissionais que ainda lutam para uma melhoria da qualidade do ensino, porém uma parcela muito maior não se importa com os resultados. Afinal, por que dedicar-se aos outros se o seu próprio trabalho não é valorizado? A educação não é tudo, mas é a base de tudo. Um setor responsável pela melhoria de toda uma sociedade merece ser mais valorizado pelas autoridades que colocamos no poder.

Artigo publicado no Jornal de Santa Catarina em 13/05/2009

Nenhum comentário:

Postar um comentário